(...) mas não ficaria triste por isso. O verão haveria de chegar, em algum momento em sua vida.
Nunca mais o frio e a tristeza. Nunca mais aquela vida desgraçada. A paisagem lá fora, vista da janela em movimento muito rápido, formava desenhos disformes, que ela interpretava como sendo um novo caminho. Tentava decifrar os desenhos, achando que agora sim, Deus falava com ela. Através da janela.
Muito tempo depois lembraria dessa cena, com saudade, nunca mais sentira tão grande excitação. Nunca a vida lhe pareceu tão oportuna e promissora. Nunca mais os grandes sonhos, nunca mais a juventude inocente...
Renata Munhoz
07/10/2010
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